Mais Ares Morumbi
Mais Estilo e Design
Chrome Morumbi
Mais Verde & Arte Morumbi
AllGreen
Mais Flora Morumbi
Mais Altos Morumbi
Planejamento reduz a necessidade de manutenção em três torres residenciais da Marques Construtora na zona oeste de São Paulo.
Quinze meses depois do inÃcio das obras, a Marques entrega o condomÃnio Saint Etienne, no
bairro paulistano do Butantã. Foi fundamental, nesse sentido, o desenvolvimento de um planejamento de ataque à obra, que incluiu, por exemplo, a utilização de equipes independentes para a construção de cada um dos três edifÃcios. Esse, entre outros fatores, permitiu que a obra respeitasse os prazos de entrega, algo de grande importância para a estratégia de vendas da empresa. ?A Marques só parte para a comercialização depois de o apartamento-modelo estar concluÃdo?, diz Flávio Braga, responsável técnico pela obra.
Projeto do escritório de arquitetura Marcio Curi & Azevedo Antunes, o Saint Etienne é composto por três torres de oito pavimentos-tipo dispostas no formato de uma ferradura. Os edifÃcios têm quatro unidades de 57 m² de área útil por andar, com dois dormitórios. A obra foi favorecida pela conformação do terreno, posicionado na esquina das ruas Oscar Pinheiro Coelho e Campos do Jordão. A área foi escavada até a cota da primeira via, com inclinação de oito metros em relação à segunda via.
Foram criados, assim, dois sobre-solos destinados à s vagas de garagem, aproveitando a iluminação e a ventilação naturais (por meio de venezianas), além de elevar o primeiro pavimento ao nÃvel do terceiro andar. ?Isso garante maior conforto aos moradores do primeiro andar no que se refere ao barulho da rua?, diz o engenheiro da Marques, Mauro Vernalha. Tendo em vista a velocidade necessária aos trabalhos, empregou-se o sistema de hélice contÃnua na execução das fundações, que demandaram cerca de 100 blocos com dimensões de 0,70 m x 0,70 m x 1 m.
Investimento no projeto ? Uma vez concluÃda essa etapa, a área correspondente ao último sobre-solo recebeu o concreto acabado, facilitando as fases posteriores. ?Os operários puderam assim, trabalhar sobre a base nivelada?, afirma Vernalha. Para as estruturas e escadas, a equipe técnica da obra adotou o concreto armado moldado in loco e lajes planas, executadas no sistema de laje zero, para facilitar a instalação dos pisos. Na área das garagens, buscou-se o maior aproveitamento possÃvel do espaço, limitando o número de pilares a 20 e evitando interferências no núcleo do empreendimento.
Depois de lançadas todas as estruturas, as alvenarias subiam com defasagem de três pavimentos, orientadas por um projeto de modulação. ?Investimos muito nos projetos para que as obras transcorram sem problemas?, afirma Vernalha. Uma vez finalizadas as estruturas e as lajes, partiu-se para a execução do revestimento das paredes externas. Foi aplicado gesso direto sobre o bloco revestido com massa travertina. Dentro do modelo de racio-nalização adotado, evitou-se o emprego de máquinas pesadas. Tendo em vista o limite de oito pavimentos, a obra utilizou a própria instalação dos elevadores para o transporte vertical dos materiais, além de um guincho de grande porte.
Um dos detalhes interessantes da obra é que a Marques instalou piso elevado na área externa. Tal especi-ficação permite baixo custo de manutenção e uma impermeabilização bem resolvida. Além disso, essa tecnologia foi importante para garantir o cumprimento do cronograma estipulado. ?Pudemos deixar a instalação do piso para os meses finais, sem ter de paralisar o restante dos trabalhos?, diz Braga.
Ganhos na velocidade ? O piso elevado é constituÃdo de placas cerâmicas coladas sobre ardósia. A peça possui função estrutural e é apoiada por suportes plásticos. Antes da instalação, a laje é impermeabilizada a partir da aplicação de uma manta aderida a quente. As placas de piso não são rejuntadas, deixando vazar a água para a laje, onde é escoada pelas canaletas. ?Esses recursos entraram dentro do pacote de racionalização e permitiram aumentar a velocidade de execução?, afirma o diretor da Marques.
Para posicionar bem o empreendimento no mercado, a Marques adotou acabamentos de alto padrão combinados com sistemas econômicos. O condômino poderá optar por medições individuais de instalações hidráulicas, em função da utilização do sistema PEX de tubulações hidráulicas. ?Essa tecnologia facilita a manutenção porque, no caso de algum problema, é só puxar a mangueira e trocar o trecho danificado?, diz Braga.
Na área interna dos apartamentos, o empreendimento traz materiais de qualidade, como o piso em madeira marfim, porta principal de mogno, bancada de pia em granito, além de azulejos para as áreas úmidas. No hall de entrada foi colocado piso de granito, cerâmica nos salões de festa e pedra polida no passeio externo. Os edifÃ-cios são servidos por dois elevadores, dotados de piso de granito, porta automática, freqüência variável e chamada inteligente.
Originária da dissolução da Marques & Godói, que atuou durante 20 anos na região do Butantã, a Marques completa com o Saint Etienne 14 edifÃcios construÃdos em três anos de atividades. As unidades custam, em média, 90 mil reais e cerca de 60% do empreendimento já foi comercia-lizado. O diretor comercial da Marques, A. Rossato, acredita que vender apartamento na planta, hoje em dia, está cada vez mais difÃcil e, por isso, a Marques faz questão de iniciar as vendas com os edifÃcios quase prontos. ?Para fazer isso é preciso confiar nos prazos determinados?, conclui Rossato MARIUZA RODRIGUES
Ficha técnica: incorporadora e construtora: Marques; projeto de arquitetura: Marcio Curi & Azevedo Antunes; projeto estrutural: SVS; projeto de fundações: Apoio; projeto de instalações elétricas: Manfredo Rewald; projeto de fôrmas: Paulo Assahi; projeto de paisagismo: Ingrid Fischer; execução das fundações: Geofix; concreto usinado: Coveg; aço: Acindar; alvenaria: Addor; execução do paisagismo: Arterra; piso elevado: Levitare; instalação do piso elevado: Terni; esquadrias de alumÃnio: Alcoa; piso da sala: Madeireira Filgueiras; azulejo e cerâmica: Cecrisa; cerâmica da fachada: Gail; revestimento: Quartzolit.